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11 de novembro de 2009

Querido Pai Natal

Fico pasmada com a velocidade com que as coisas mudam, nesta época em que vivemos.

O meu mano passa cá em casa quase todos os dias, invariavelmente tem uma daquelas deliciosas histórias para contar, cuja protagonista é um dos grandes amores da minha vida, a minha sobrinha/afilhada.

Normalmente fico em extase à espera de ouvir a última, e a de ontem merece aqui ser partilhada, até para percebermos como funciona esta nova era.

A I. fez três anos em Setembro. Ontem antes de se deitar, pegou no telemovel e despachada como só ela, ligou directamente para a Lapónia e falou com o Pai Natal. pelos vistos a conversa decorreu muito naturalmente:

"Tou Pai Natal? Olha eu quero uma bicicleta da Kitty e a casa da kitty pode ser? Ah e hoje vou dormir toda a noite sozinha na minha cama. Obrigada (e desligou)

Às pessoas mais tradicionalistas, lamento informar mas a história das cartas já era! Quando eu era criança nem me passou pela cabeça que o Pai Natal tivesse telefone de rede fixa, mas telemovel toda a gente tem, certo?

Até a I. sabe disso!